Lula define o futuro do Rio de Janeiro, em conversa direta com Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro.

Eduardo Paes confirma apoio a André Ceciliano

Lula define o futuro do Rio de Janeiro, em conversa direta com Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro.
A partir da esquerda: André Ceciliano, Presidente Lula e o Prefeito Eduardo Paes

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva “Lula” se reuniu com o prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD/RJ) e com atual Secretário Especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI/PR), André Ceciliano (PT/RJ).

A conversa no Palácio do Planalto teve menos diplomacia e mais cálculo político do que aparentou à primeira vista. Lula fez dois pedidos ao prefeito do Rio. Paes, no seu estilo cordial. – Lula disse ao prefeito Paes, que precisaria dos votos do seu partido, na Assembleia Legislativa para eleger André Ceciliano. Paes tentou mudar o foco da conversa, porém o presidente foi cirúrgico ao afirmar que, “Caso Ceciliano vencesse, assumiria apenas como governador interino” e, na eleição seguinte, seria o nome do PT para ocupar a vice na chapa de Paes. Pedido esse que desarticulou e deixou Eduardo Paes visivelmente desconfortável.

André Ceciliano apresentou números demonstrando que a conta parecia fechada, ou seja, haveria 15 votos ligados ao grupo de Rodrigo Bacellar, que somado aos votos dos partidos: 6 do PSD, 5 do PSOL, 2 do PCdoB, 2 do PSB e 6 do PT, chegava-se a 36 votos, sendo a maioria construída no papel.

Quaquá não garantiria apoio a Ceciliano, afirmou Paes, mas o presidente Lula cortou curta essa possibilidade, e disse que esse assunto cuidaria pessoalmente, e que Quaquá faria o que fosse necessário, ratificou o Lula.

Lula fez o seguido pedido ao prefeito Eduardo Paes, que “garantiria” o resultado, isto é, que a dep. Estadual licenciada e atual Secretária Municipal de Assistência Social, Martha Rocha (PDT/RJ), fosse exonerada no dia da votação, podendo a mesma participar do pleito, e elevasse o placar a 37 votos, maioria confortável, selando o acordo.

Diante do segundo pedido, Paes reagiu e perguntou “e se, Ceciliano depois de sentado na cadeira, resolvesse disputar o governo por conta própria”? Lula foi enfático em dizer que isso só aconteceria caso Paes resolvesse não apoiá-lo

Nos bastidores, ficou claro que não se tratava apenas de uma eleição indireta, mas de um movimento estratégico para organizar o tabuleiro de 2026. No Planalto, o jogo já começou — e ninguém ali parecia disposto a jogar sem garantias.