Maioria no Rio rejeita sucessor de Cláudio Castro, e Eduardo Paes lidera disputa de 2026

Maioria no Rio rejeita sucessor de Cláudio Castro, e Eduardo Paes lidera disputa de 2026
Diário do Rio.

Pesquisa Genial/Quaest revela que 52% dos eleitores do Rio rejeitam a indicação de sucessor por Cláudio Castro (PL). Com apenas 24% de aprovação, o atual governador enfrenta dificuldades, enquanto Eduardo Paes (PSD) lidera com 29% das intenções de voto.

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira aponta que 52% da população do Rio de Janeiro não considera que o governador Cláudio Castro (PL) mereça eleger seu sucessor em 2026. O levantamento, realizado entre 19 e 23 de fevereiro com 1.404 entrevistados, também mostra que apenas 24% avaliam o governo positivamente, enquanto 31% têm uma percepção negativa.

Nesse cenário, o atual prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), lidera a corrida ao governo do estado, com 29% das intenções de voto. Apesar de negar oficialmente a candidatura, seu nome desponta à frente de outros possíveis postulantes, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece em segundo lugar com 20%.

Os demais candidatos registram índices menores: Benedita da Silva (PT) tem 7%, Washington Reis (MDB) soma 5%, Rodrigo Bacellar (União) aparece com 2%, Monica Benicio (PSOL) tem 1%, e Thiago Pampolha (MDB) não pontuou. Indecisos somam 12%, enquanto 24% declararam voto em branco, nulo ou que não pretendem votar.

A disputa dentro do grupo governista ainda está em formação. O presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, já foi chamado por Cláudio Castro de “meu sucessor”, enquanto o vice-governador Thiago Pampolha pode assumir o governo em abril de 2026, caso Castro deixe o cargo para disputar uma vaga no Senado.

A pesquisa também destaca os principais desafios do governo estadual. A segurança pública é apontada como o maior problema: apenas 12% avaliam positivamente a atuação na área, enquanto 59% consideram negativa. Na saúde, os índices são de 16% de aprovação contra 46% de reprovação. Já no transporte público, 21% avaliam a gestão de forma positiva, enquanto 40% a desaprovam.