Governo do Rio de Janeiro se aproxima de 7 mil exonerações de comissionados em seis meses
O corte, realizado entre 23 de março e 16 de setembro, faz parte de um plano de reestruturação administrativa conduzido pelo governador em exercício
Em quase seis meses de gestão, o governo em exercício do Rio de Janeiro acumulou 6.685 exonerações de servidores comissionados. O corte, realizado entre 23 de março e 16 de setembro, faz parte de um plano de reestruturação administrativa conduzido pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, com o objetivo de enxugar a máquina pública e gerar uma economia estimada em cerca de R$ 315 milhões na folha de pagamento até 31 de dezembro.
Com os desligamentos, a participação dos cargos em comissão no total de servidores ativos caiu de 7,9%, registrados em março, para 6,1% em agosto. No mesmo intervalo, a administração estadual contabilizou 3.020 novas nomeações para reorganizar os fluxos de trabalho nas secretarias. Todas as indicações passaram pelo crivo do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Segundo a administração estadual, novas saídas ainda podem ocorrer com o avanço das auditorias internas conduzidas pela Casa Civil e pela Secretaria de Estado de Governo (Segov).
Onde foram os maiores cortes
A Casa Civil lidera o ranking de enxugamento. A pasta, que contava com 1.692 comissionados em março, passou por mudanças estruturais — incluindo a extinção de subsecretarias — e registrou uma redução de 60,4% em seu quadro, contando atualmente com 670 cargos exclusivamente comissionados.
Em seguida, a Secretaria de Estado de Governo (Segov) aparece como a segunda pasta com mais desligamentos, totalizando 558 cortes. O balanço também aponta forte redução em órgãos como:
● Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedeicscti): 361 cortes
● Detran-RJ: 348 cortes
● Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (Sedsodh): 338 cortes
● Secretaria de Agricultura e Pesca (Seappadi): 236 cortes
● Secretaria do Ambiente e Sustentabilidade (Seas): 221 cortes
Contas no azul e meta de caixa
O enxugamento da máquina pública ocorre em meio a um cenário de otimização fiscal anunciado pelo governo. Na última sexta-feira (18), Ricardo Couto afirmou que o estado do Rio de Janeiro saiu da condição de déficit e alcançou um perfil financeiro superavitário, impulsionado por medidas de controle de gastos e pela integração das forças de segurança no combate a fraudes e crimes fiscais.
De acordo com o governador em exercício, a meta da administração é encerrar o mandato com aproximadamente R$ 5 bilhões em caixa, consolidando a recuperação das contas públicas fluminenses.






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